sábado, 27 de junho de 2026

De volta a Intervales

De volta a Intervales (26 a 29 de março de 2026)

Na última semana de maio deste ano, a convite do amigo Carlito, retornei ao parque Estadual Intervales, em Ribeirão Grande (SP). Foi uma viagem curta, mas bem agradável e com mais alguns lifers na sacola, além de outros “melhora-lifer”.

Saímos de Brasília na terça-feira, pela manhã, na Latam, para Viracopos (Campinas) onde alugamos um carro para seguir até Ribeirão Grande, que fica a 238 km em direção ao sul do Estado (transitar pelas rodovias de São Paulo é uma maravilha, apesar dos pedágios caros!). Retornamos de lá na sexta-feira, pela manhã, pois o meu voo de volta era no final da tarde.

A Serra do Mar - Parque Estadual Intervales

O Parque Estadual Intervales encontra-se inserido nos municípios de Guapiara, Ribeirão Grande, Sete Barras, Eldorado e Iporanga, na Serra do Mar. Possui área total de 41.704 ha e uma rica diversidade de espécies faunísticas, que pode ser explicada pelos diferentes estágios de desenvolvimento da vegetação, onde num pequeno espaço físico, existem muitas diferenças fisiográficas e mosaicos sucessionais. Sendo assim, a fauna existente é representativa de todos os níveis da floresta. São 433 espécies diferentes de aves registradas. (extraído de wikiaves.com.br).

O acesso ao parque é pago e a compra dos ingressos (virtuais) é feita, exclusivamente, pela web. Maiores de 60 anos não pagam, mas ainda assim é necessário acessar o site do Parque, se cadastrar e obter os ingressos gratuitos.

Foram dois dias e meio de passarinhada, guiados pelo competente Betinho (com certeza o guia que mais entende de aves da mata-atlântica da região). Eu já conhecia essa expertise, pois em março de 2022 também fui guiado por ele na minha primeira ida a Intervales.

Naquela ocasião ficamos, eu e minha esposa, hospedados dentro do Parque. Lá existem quatro pousadas (apenas duas estavam operando), geridas pelo próprio Parque e um restaurante que era terceirizado. A Pousada Lontra, onde ficamos era bem agradável, a outra não conheci. O restaurante nos atendeu bem. Entretanto, pouco tempo depois dessa minha passagem por lá, terminou a vigência do contrato e o restaurante não funciona mais, aguardando a realização de nova licitação. E já se foram quase cinco anos de espera por uma nova licitação (coisas da administração pública). Assim, atualmente, quem se aventurar em hospedar dentro do Parque, precisa sair em busca do café da manhã, almoço e jantar.

Aproveitando essa oportunidade negocial, o Betinho criou a sua própria pousada, inaugurada a um ano atrás e com o apoio da sua irmã Neide, que administra um restaurante, fornece a tão necessária alimentação nossa de cada dia. Isso a menos de 1 km da entrada do Parque, na região conhecida como Bairro Jabaquara (Tanquinho).

A Pousada Canto das Aves, do Betinho, foi onde ficamos dessa vez. A pousada conta com 5 quartos para casais e grupos, oferece cozinha com microondas, mesa e cadeiras, geladeira e conexão wi-fi. E o restaurante da Neide, fica bem de frente da pousada. As estruturas são simples, aconchegantes e muito bem cuidadas e a comida caseira da Neide é deliciosa. Dormimos e nos alimentamos muito bem nesses dias.

O restaurante da Neide visto da pousada





O amigo Carlito obtendo nossos ingressos ao Parque enquanto aguardava a movimentação do comedouro






De brinde, o Betinho instalou um comedouro bem próximo da porta do fundo da casa, onde pudemos fazer belos registros como estes:

 

catirumbava / Orthogonys chloricterus







sabiá-coleira / Turdus albicollis

saíra-preciosa / Stilpnia preciosa







sanhaço-de-encontro-amarelo / Thraupis ornata









tiê-de-topete / Trichothraupis melanops

Nas minhas duas passagens pelo Parque fiz 98 registros de espécies diferentes, com algumas marcantes, seja pela dificuldade de obtê-las ou pela beleza da ave.

coruja-listrada / Strix hylophila

abre-asa-de-cabeça-cinza / Mionectes rufiventris








macuco / Tinamus solitarius








pavó / Pyroderus scutatus

tapaculo-preto / Scytalopus speluncae








rabo-branco-de-garganta-rajada / Phaethornis eurynome








Veja mais fotos minhas em: https://www.wikiaves.com.br/perfil_henriqueduarte

Para quem se interessar em conhecer o Intervales:

- o guia Betinho (15) 99643-4443 (WhatsApp) - betinho.rodrigues.75286 (Instagram)

- o Parque -  https://intervales.ingressosparquespaulistas.com.br/ 

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Vamos passarinhar 2026 - ESECAE

Passarinhada ESECAE - 26/04/2026

A passarinhada de abril de 2026 encontrou abrigo e encanto na Estação Ecológica de Águas Emendadas. Mais uma vez, o Observaves revelou sua força coletiva — união de olhares atentos, talentos diversos e uma curiosidade sem limites pelas aves que habitam o Cerrado.

À beira da lagoa, fizemos silêncio para ouvir e olhos para contemplar. Entre registros e cantos, cruzaram nosso caminho o discreto inhambu-chororó (Crypturellus parvirostris), a elegante marreca-cabocla (Dendrocygna autumnalis) e o imponente pato-de-crista (Sarkidiornis sylvicola), cada um deixando sua marca na memória e nas anotações.

Como já é tradição, partilhamos mais do que observações: dividimos um café da manhã colaborativo, sabores e conversas, e dedicamos tempo a refletir e deliberar sobre caminhos para o fortalecimento e o bom funcionamento do Observaves.

Seguimos de volta com os cartões repletos de boas imagens, sorrisos sinceros e a certeza de estarmos contribuindo com a ciência cidadã. Os dados coletados ganharão novas asas ao serem enviados ao WikiAves e ao iNaturalist, em celebração ao City Nature Challenge 2026, que contou também com a dedicação do colega Eric Fischer no Parque dos Pequizeiros e de outros integrantes do Observaves.

Registramos, por fim, nossa profunda gratidão aos colegas Vanessa Oliveira, Ilza Fujiyama e Luiz Balbino pelos esforços junto ao IBRAM para a obtenção da autorização, estendendo igualmente nosso agradecimento à instituição pela confiança e parceria que tornam esses encontros possíveis. 

Relação de algumas avistada,

1 alma-de-gato Piaya cayana
2 andorinha-do-campo Progne tapera
3 andorinha-do-rio Tachycineta albiventer
4 andorinhão-do-buriti Tachornis squamata
5 arapaçu-de-cerrado Lepidocolaptes angustirostris
6 arapaçu-grande Dendrocolaptes platyrostris
7 arapaçu-verde Sittasomus griseicapillus
8 arara-canindé Ara ararauna
9 ariramba-de-cauda-ruiva Galbula ruficauda
10 avoante Zenaida auriculata
11 baiano Sporophila nigricollis
12 balança-rabo-de-máscara Polioptila dumicola
13 batuqueiro Saltatricula atricollis
14 beija-flor-de-garganta-verde Chionomesa fimbriata

Texto: João Rios

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Revista Observaves - Primeira Edição

Para quem não teve a oportunidade de ler a Revista Observaves - Primeira Edição, agora ela está disponível aqui no blog. Clique na capa para ter acesso ao conteúdo. Boa diversão!



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