Passarinhada
em Rondônia: uma experiência INESQUECÍVEL
Antes de relatar a mais recente aventura do
OBSERVAVES, no mês de julho de 2026, a atenção vai para o que significa
passarinhar em Rondônia. Porto Velho,
por meio da Lei Municipal nº 3.363/2025, foi reconhecida como a capital do
Turismo de Observação de Aves do Brasil, e de acordo com a Amazon Birdwatching, foram registradas mais de 700 espécies de aves nesta região. Partindo
dessa informação, essa crônica vem cheia de experiências, belas fotos,
fortalecimento de amizades e lembranças... muitas lembranças.
O grupo veio chegando aos poucos e de diferentes
lugares. O cansaço causado pelos horários dos voos de madrugada não foi
suficiente para diminuir a empolgação no primeiro dia, porque, é claro, a
expectativa de estar naquela região era surreal.
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| Autor: João Rios |
Tudo começava sempre às 6h...com café da manhã
corrido para não se perder nem um minuto da manhã que esquentava muito nas
primeiras horas do dia.
Chegando nos
locais, as posturas eram as mesmas. Ouvidos atentos. Câmeras apontadas para o
alto. O espetáculo iniciava. Antes mesmo do sol apertar, a floresta despertava
como se cada ave tivesse recebido um convite para um grande festival de música.
A sinfonia era única, mas o destaque indiscutivelmente ficou para o som
majestoso dos CRICRIÓS, dominante na floresta densa. “Acho que eu nunca mais vou
esquecer esse cenário.” Os psitacídeos passavam fazendo mais barulho que
motocicleta sem escapamento. As araras e araçaris cruzavam o céu como se
soubessem que todos estavam esperando por elas.
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| Autor: Hérycka |
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| Autor: Hérycka |
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| Autor: Hérycka |
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| Autor: Hérycka |
E então aparecia aquele passarinho minúsculo,
escondido atrás de cinquenta folhas.
Alguém dizia baixinho:
— Está ali...
Imediatamente
alguém perguntava:
— Onde?
O dedo apontava.
— Do lado daquele galho.
— Que galho?
— O torto.
— Tem uns
trezentos galhos tortos!
E o guia
falava...ali....sentado...
Quando finalmente todos encontravam a ave... ela
voava.
Silêncio absoluto.
Depois de
alguns segundos, alguém quebrava o clima:
— Pelo menos vimos, né, sem registrar nada. Essa foi a realidade em vários
momentos diante da majestosa Floresta Amazônica.
Cinco minutos depois, alguém
falava...olhem...olhem...ali naquela copa, mas era só um “SABIÁ-FOLHA”. Ninguém
se abalava. Fazia parte da aventura. A frustração na verdade não existia porque
logo em seguida, os olhos iam ao encontro de uma nova surpresa.
No fim da manhã, quando o calor amazônico já começava
a lembrar quem manda em Rondônia, o grupo retornava para Porto Velho. As botas
cobertas de barro, as roupas suadas, os cartões de memória cheios e o assunto
durante toda a viagem era sempre o mesmo:
— Vocês viram?
— Qual deles?
— Aquele que só você não viu?
Todos riam.
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| Autor: Hérycka |
E essa talvez seja a maior riqueza de uma
passarinhada em Rondônia. As aves eram a razão da viagem, mas as histórias, as
brincadeiras e os amigos que dividiram as experiências, acabaram sendo as
lembranças que permanecerão por muito tempo.
Porque, no fundo, passarinhar por lugares como a
Ponte do BOPE, a C01 (estradas rurais conhecidas como "Linhas C1"),
Ramal Maravilha, o Parque Natural de Porto Velho e até no Sítio do Raul, em Canutama
no Amazonas e tantos outros cantinhos da floresta é colecionar encontros:
alguns com espécies raras, outros com vários lifers mas com pessoas que
conseguiram transformar uma simples manhã de observação em uma aventura digna
de ser contada muitas e muitas vezes.
Tivemos o privilégio de alguns
blinds para aqueles mais ariscos. Assim um simples movimento entre as
folhas fazia todos prenderem a respiração. Depois de alguns segundos,
minutos... de expectativa, surgia uma ave que parecia ter sido pintada à mão
pela própria floresta. Ninguém dizia nada. Bastaram alguns olhares e sorrisos
para entender que certos encontros dispensavam qualquer comentário.
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| Autor: Raul Pommer |
Enquanto se caminhava, a mata revelava outros moradores. Borboletas que atravessavam a trilha como pequenas palhetas de cores. Pequeninos insetos com sua anatomia singular. Tudo parecia conspirar para lembrar que a Amazônia não é apenas um lugar; é um paraíso que luta arduamente para sobreviver.
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| Autor: Márcia Wolf |
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| Autor: Márcia Wolf |
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| urutau-de-asa-branca (Nyctibius leucopterus) Autor: Márcia Wolf |
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| urutau (Nyctibius griseus) Autor: Márcia Wolf |
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| Autor: Márcia Wolf |
E quem pensa que passarinhada é só passarinhar está muito enganado. Passarinhar é comer um rodízio de peixes, é uma prosa das boas com o seu João e no final do dia uma cervejada com aqueles que ainda tinham disposição.
Durante todas as manhãs, por uma semana, trilhamos o caminho sugerido pelo nosso maravilhoso guia, Raul Pommer, registrando mais de 120 diferentes aves. Para uns 120 lifers, para outros, um pouco menos, mas sem dúvida uma das maiores experiências da vida de todos nós. E que venha OBSERVAVES 2027, rumo ao Pantanal.
E por fim, eis aí o motivo da
nossa viagem, o deslumbre da natureza.... as aves de Rondônia.
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| pica-pau-de-barriga-vermelha (Campephilus rubricollis) Autor: Márcia Wolf |
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| macuru-pintado (Northarchus tectus) Autor: Márcia Wolf |
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| japu-verde (Psarocolius viridis) Autor: Márcia Wolf |
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| capitão-de-cinta (Capito dayi) Autor: Márcia Wolf |
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| anambé-pombo (Gymnoderus foetidus) Autor: Normando Bona |
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| polícia-inglesa-do-norte (Leistes militaris) Autor: Normando Bona |
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| cardeal-da-amazônia (Paroaria gularis) Autor: Normando Bona |
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| gaturamo-do-norte (Euphonia rufiventris) Autor: Normando Bona |
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| caburé-da-amazônia (Glaucidium hardyi) Autor: Janaina Simas |
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| anambé-roxo (Xipholena punicea) Autor: Janaina Simas |
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rapazinho-estriado-de-rondônia (Nystalus striolatus)Autor: Janaina Simas |
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| cancão-de-campina (Cyanocorax hafferi) Autor: Janaina Simas |
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| maitaca-de-cabeça-azul (Pionus menstruus) Autor: João Rios |
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| picapauzinho-dourado (Picumnus aurifrons) Autor: João Rios |
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| poaieiro-de-sobrancelha (Ornithion inerme) Autor: Paulo Correia Lima |
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| maracanã-do-buriti (Orthopsittaca manilatus) Autor: Paulo Correia Lima |
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| pipira-de-máscara (Ramphocelus nigrogularis) Autor: Paulo Correia Lima |
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| rabo-branco-de-bigode (Phaethornis superciliosus) Autor: Paulo Correia Lima |
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| tinguaçu-ferrugem (Attila cinnamomeus) Autor: Madalena Castro |
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| curica-de-bochecha-laranja (Pyrilia barrabandi) Autor: Madalena Castro |
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| saí-amarela (Dacnis flaviventer) Autor: Madalena Castro |
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| ariramba-da-capoeira (Galbula cyanescens) Autor: Madalena Castro |
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| arapaçu-de-bico-comprido (Galbula cyanescens) Autor: Werner Bonnet |
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| arapaçu-de-rondônia (Lepidocolaptes fuscicapillus) Autor: Werner Bonnet |
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| pica-pau-amarelo (Celeus flavus) Autor: Werner Bonnet |
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| araçari-mulato (Pteroglossus beauharnaesii) Autor: Werner Bonnet |
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| cigarrinha-do-campo (Ammodramus aurifrons) Autor: Hérycka |
Texto: Márcia Wolff





















































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