quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Vamos Passarinhar nos Parques do DF 2019

Olá!

A Parceira IBRAM \ OBSERVAVES retorna em 2019 com mais uma edição do projeto Vamos Passarinhar nos Parques do DF.

Nessa quarta temporada, (re)visitaremos os parques mais tradicionais de Brasília e região. Facilidade de deslocamento, distâncias reduzidas (muitos dos parques a serem visitados estão dentro da área urbana de Brasília) fazem dessa quarta edição do projeto uma ótima oportunidade para quem acompanha as atividades do grupo (mas ainda não conseguiu participar de uma passarinhada), interessados e novatos se engajarem e participarem de nossas atividades. Sejam muito bem-vindos!

A participação nas saídas é livre. Para os interessados é sugerido solicitar a inscrição (pode ser feita na página principal do blog) no whatsapp do Observaves para acompanhar a programação.

Abaixo os locais a serem visitados no calendário 2019.





























quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Onde Passarinhar em Bsb - Parque Olhos D'ÁGUA



O PARQUE OLHOS D'ÁGUA é um parque urbano, localizado na Asa Norte (utilize o QR-CODE ao lado para visualizar a área do parque no google maps). É bastante arborizado e com trilhas calçadas em toda sua extensão. É um parque muito frequentado, principalmente nos finais de semana.

Possui diversas nascentes que abastecem a Lagoa do sapo, situada em sua porção leste. Margeando a Lagoa do sapo, há um pequeno fragmento de mata de galeria e na área central do parque tem-se um trecho remanescente com vegetação arbustiva de cerrado.


A avifauna residente no parque é composta majoritariamente por espécies bem adaptadas ou com algum grau de adaptação ao ambiente urbano, que encontram no parque abundância em alimentos e áreas favoráveis para nidificação. Há também registros de espécies que realizam deslocamentos migratórios em épocas específicas do ano, como a tesourinha (Tyrannus savanna), de Setembro à Dezembro, e a Peitica (Empidomonus varius). No caso da peitica, sua sazonalidade no DF ainda não é bem conhecida, contendo registros na região em quase todos os meses do ano ², com menor frequência no inverno.

Quanto às espécies de aves consideradas endêmicas¹ do cerrado, constam registros esporádicos de Soldadinho (Antilophia galeata) e Fura-barreira (Clibanornis rectirostris), porém, não são espécies fáceis de ser encontradas no local.

Dentre as espécies consideradas incomuns, mas que geralmente podem ser observadas com relativa facilidade no interior do parque, pode-se citar a saracura-sanã (Pardirallus nigricans) e a mãe-da-lua (Nyctibius griseus), essa última também conhecida como urutau. As saracuras são observadas normalmente às margens da Lagoa do sapo, nas primeiras horas da manhã. A mãe-da-lua, que possui hábitos noturnos, fica imóvel durante o dia, às vezes em locais de fácil visualização. No período reprodutivo, alguns indivíduos nidificam nas árvores próximas à Lagoa do sapo. A lista de aves do parque ² conta com 122 espécies registradas.

¹ espécie endêmica é aquela espécie animal ou vegetal que ocorre somente em uma determinada área ou região geográfica
² Utilizada a base de dados do site Ebird, consultada em 01/02/2019


Tesourinha - Tancredo Maia Filho

Peitica - Rodrigo D'Alessandro

Soldadinho - Rodrigo Conte

Fura-barreira - Jonatas Rocha

Saracura-sanã - Rogério de Castro

Mãe-da-lua - Rodrigo Pertoti













domingo, 23 de dezembro de 2018

Retrospectiva Observaves 2018

2018 está no fim e o Observaves comemora mais um ano movimentado e de muitas atividades. Antes de falar da tradicional passarinhada de confraternização e das principais atividades do ano, gostaria de ressaltar e parabenizar as inúmeras iniciativas e contribuições individuais que os observadores realizam de forma voluntária em benefício da disseminação do conhecimento e da preservação das aves, como a divulgação de fotos e gravações de cantos em sites de pesquisa como wikiaves, exposições de fotos particulares, palestras e workshops sobre fotografia e manipulação de imagens, videos de passarinhadas no you tube (Passarinhando em Brasília é um bom exemplo), enfim, são muitas as ações que merecem reconhecimento e aplausos. 

Para citar apenas uma, em especial, quem vem se destacando como um importante repositório de imagens de alta qualidade para observadores de aves nacionais e internacionais, destaco o site de fotografias de aves birdier, desenvolvido pelos observaveanos Henrique Moreira e Bertrando Campos. Vale a pena conhecê-lo!

Vamos Passarinhar nos Parques do DF.



A parceira com um IBRAM teve mais uma edição em 2018, cuja missão foi visitar os mais diversos parques sob a administração do órgão, muitos deles ainda em estágio inicial de implantação (sem infra-estrutura para receber visitação pública) ou com acesso restrito, como por exemplo a Estação Ecológica de Águas Emendadas.


Exposição Permanente - Observaves no Parque Ecológico de Águas Claras



Lançada no dia 28 de Abril, em celebração ao Dia do Observador de Aves, a exposição foi mais uma ação dos membros do Observaves no sentido de trazer ao conhecimento comum a beleza das aves que ali se alimentam, residem e compartilham sua morada com os frequentadores do parque.


São 18 painéis fotográficos apresentando 15 espécies de aves (3 painéis são institucionais) que ocorrem no Parque Ecológico de Águas Claras e que podem ser vistas com certa facilidade por lá. As fotos foram feitas por moradores da região e frequentadores do parque, participantes do grupo Observaves. A exposição está instalada próxima aos laguinhos, em local de grande visibilidade e fluxo contínuo de pessoas e tem chamado bastante atenção dos pedestres, corredores e ciclistas que invariavelmente dão uma pausa em suas atividades físicas para apreciar os painéis.

Exposição Observaves no Parque Ecológico de Águas Claras

Observaves no Brasília Photo Expo


Brasília Photo Expo ocorreu no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, entre dos dias 15 a 18 de Novembro. Foram mais de 2000 fotos expostas ao público, palestras, oficinas fotográficas e outras atrações. O Observaves participou do evento expondo 42 fotos de aves das mais diversas regiões do país. Com o fim da exposição, os painéis foram adquiridos pelos membros do Observaves para utilização futura em projetos de educação ambiental.


Lançamento do livro Aves Águas Emendadas - Oito Fotógrafos e um destino


Lançado em 19 de Dezembro, em comemoração aos 50 anos da Estação Ecológica de Águas Emendadas - ESECAE, o livro documenta um projeto iniciado em 2011, quando 8 observadores de aves e fotógrafos, membros do Observaves, iniciaram uma pesquisa fotográfica inédita na Estação Ecológica de Águas Emendadas - ESECAE, que culminou com o registro de 231 espécies de aves em um ano de levantamento. Para saber mais e fazer o download da versão digital, acesse aqui.


   

Passarinhada de Confraternização - JBB


Chegamos enfim à passarinhada de confraternização. Esse ano foi realizada no Jardim Botânico de Brasília - JBB, em 22 de Dezembro e sempre com muitos participantes (esse ano foram 25 observadores). O dia estava ensolarado, temperatura por volta dos 30ºC, e após a preleção de costume iniciamos com os observadores se dividindo em grupos menores. Alguns entraram em uma mata de galeria, outros grupo seguiu pela borda dessa mata e um terceiro partiu por uma trilha no cerrado strictu-senso adjacente à mata. Somando-se as listas de registros de cada grupo, foram anotadas 45 espécies de aves em pouco mais de 2h de observação. O registro do sabiá-norte-americano, ave que migra para o Brasil durante o inverno setentrional, e do papa-lagarta-de-euler, espécie incomum na região, foram o ponto alto da passarinhada.

a tradicional foto do grupo
A lista, por ordem alfabética dos nomes populares, está disponível abaixo. Para os observadores que permaneceram até o final do encontro, foram sorteados 8 exemplares do livro Aves Águas Emendadas - Oito Fotógrafos e um destino.

andorinhão-do-buriti Tachornis squamata
andorinha-pequena-de-casa Pygochelidon cyanoleuca
arapaçu-verde Sittasomus griseicapillus
baiano Sporophila nigricollis
balança-rabo-de-máscara Polioptila dumicola
bico-chato-de-orelha-preta Tolmomyias sulphurescens
cabeçudo Leptopogon amaurocephalus
canário-do-mato Myiothlypis flaveola
choca-da-mata Thamnophilus caerulescens
chorozinho-de-bico-comprido Herpsilochmus longirostris
chorozinho-de-chapéu-preto Herpsilochmus atricapillus
corruíra Troglodytes aedon
estrelinha-preta Synallaxis scutata
ferreirinho-relógio Todirostrum cinereum
fim-fim Euphonia chlorotica
garrinchão-de-barriga-vermelha Cantorchilus leucotis
joão-bobo Nystalus chacuru
juruviara Vireo chivi
maracanã-pequena Diopsittaca nobilis
maria-cavaleira-de-rabo-enferrujado Myiarchus tyrannulus
mariquita Setophaga pitiayumi
papa-lagarta-de-euler Coccyzus euleri
periquitão Psittacara leucophthalmus
periquito-rei Eupsittula aurea
piolhinho Phyllomyias fasciatus
pitiguari Cyclarhis gujanensis
pula-pula Basileuterus culicivorus
risadinha Camptostoma obsoletum
sabiá-branco Turdus leucomelas
sabiá-norte-americano Catharus fuscescens
saí-azul Dacnis cayana
saíra-amarela Tangara cayana
saíra-de-papo-preto Hemithraupis guira
seriema Cariama cristata
soldadinho Antilophia galeata
sovi Ictinia plumbea
tempera-viola Saltator maximus
tesourinha Tyrannus savana
tico-tico Zonotrichia capensis
tico-tico-rei Coryphospingus cucullatus
tiziu Volatinia jacarina
tucanuçu Ramphastos toco
urubu-rei Sarcoramphus papa

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